quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Vida, so easy

   Discussões recentes me fizeram pensar em definições de rótulos que empregamos. Afinal, o que são amigos?
Será que são meus amigos aqueles que dizem que são? Ou só eu sou amiga deles? Ou só me acho? Será que os conheço tão bem quanto eles a mim? Eles me conhecem? Ou será que é só o contrário? Será que é só o seu querer em ter um amigo? Será que é só o querer da outra pessoa? Ou será que não temos escolhas? Eu tenho amigos?
Se começo a me aprofundar sobre isso temo que não me restem mais amigos, ou consciência para ter crise de existência, mas se te interessa. eu tenho amigos!
   Por experiência própria sei que não se define pelo tempo, mas sei também que não dá pra considerar amigos todos aqueles com quem tu passasse bons momentos, é no minimo clichê dizer que o que define é a intensidade dos momentos e pra não ficar com a mesma questão de definição em aberto, prefiro acreditar que é uma junção de tudo aquilo que a pessoa em questão se tornou pra sua vida, a necessidade que você tem dela e ela de você.
   Dizem que a vida é fácil e nós complicamos, não é porque eu sou um ser humano complexo (e eu sou), mas discordo! Quando começamos a rotular tudo é só uma maneira de facilitar as coisas da vida, é uma das várias maneiras que encontramos de enquadrar aquilo àquela lacuna que faz sentido. No geral, só queremos fazer parte de algo que faça sentido para nós mesmos. Queremos nos encontrar! Acabamos por nos perder e talvez esse seja o sentido, caminhar sempre!
  Bem, sem as dificuldades da vida não teríamos a possibilidades de, por exemplo, entender sem definição o que é um amigo. A julgar que você já entendeu que amigo são o que nos aproxima da verdade do que somos. Eu acho mesmo que, mesmo sem uma receita adequada do que é ser e ter um amigo, nós sabemos direitinho o significado prático.
Tudo é necessário, e isso é a vida, mas simples ela não é!

Aos novos e velhos; que me conhecem bem e aos que não conhecem tanto; aos distantes e aos que vão se distanciar; Beijo aos amigos! 

Dois de Janeiro de Dois Mil e Doze


Alguém me contou ou li em algum lugar que essa coisa de amor não tem a ver com querer.
O amor tem a ver com paciência.

Eu nunca dou muita importância para as coisas que não posso usar imediatamente. Logo, essa lição passou ao vento.

Depois de tudo o que passei e pessoas que passaram, agora faz tanto sentido. Eu acho que entendo. Não é possível se relacionar sem estar pronto. E o que estar pronto significa? Penso que tem a ver com ser completo e não depender do outro para se completar. É como transbordar com a presença do outro. Mas quando sabemos que estamos pronto? Isso eu não sei, ainda não me sinto pronta e nem consigo ver esse momento! Apesar de sair por aí demonstrando minha vida bem resolvida, ainda me encolho em posição fetal e choro sobre os problemas que não sei como resolver. Penso em todos os sentimentos que não queria sentir e naqueles que não existem, mas deveriam. Imagino que toda essa nostalgia se deva às festas de fim de ano, na qual todos choram. Menos eu! Eu sou bem resolvida demais pra chorar com isso, até me pegar sozinha, me lembrando do que não foi, na morte da bezerra ou no leite derramado!

Mais dois dias pra dois anos e eu ainda estou contando.
Sério?!