terça-feira, 21 de junho de 2011

Last of me


Eu falei em mudança?A mudança só começa por você e só você, e mais ninguém, pode mudar-se.
Eu levei tanta pancada e ainda não consigo enxergar os motivos, ainda dói tanto.
Dizem que quando aprende-se com as lições que o mundo oferta, você se torna mais sábio...
Será que eu vou ser sempre essa 'porta' emotiva, que se deixar ruir com qualquer vento que passa?

Eu, eu, eu. É sempre, tudo, eu!
Falei que tinha maturidade para absorver só o que fosse bom pra mim, tenho-a, só ainda não aprendi a descartar o que me faz mal. Não consigo fechar a porta, ah maldita comiseração. Não consigo desapegar. Não paro de olhar pra trás.

Fui pequena e talvez não cresça mais. Marquei pessoas.
Eu fui tão marcada e, sem querer me repetir, esse caos introspectivo já foi lixo universal, hoje não condiz com nada disso; ainda dói tanto...

Tentei achar paz, fracassei!
Quando desisti de encontrar felicidade ela pousou no meu nariz, tal qual faz uma borboleta, mas eu tentei agarrá-la, capturá-la e trancafiá-la num vidro de maionese... Eu queria ela pra sempre, mas ela fugiu de mim.

Eu ainda quero fazer a minha parte, eu não sei como começar do inicio.
Não queria precisar perder o que aprendi a ter de sentimentos, eu quero voltar a ouvir a conversa do vento e não ser estapeada por ele. Foi tão difícil me deixar pra trás. Mas porque, Deus, eu não consigo me reencontrar?

domingo, 5 de junho de 2011

Ipê Roxo


Céus, noites estreladas, lírios, manhãs neblinadas;
Mares, ressacas, cachoeiras, tardes alaranjadas;
Palavras avulsas daquilo que gosto de ver...
Veludo para sentir, cor para os olhos;

Mergulho, luares, deitados na grama,
milhares do que lembram de mim e você;
Chuva fininha, correr da tempestade, uma bica,
'banho doença' que deu tanto prazer.

Lembranças de coisas que não foram feitas,
saudade dos planos que nunca vão ser!
Círrus, cúmulos, estratos, nimbus...

Remetente d'aquilo que fez tão bem,
buscar refazer tudo o que não mais convém;
Como, sem extinguir tudo o que fez sentido?
Em busca de algo que acalente o juízo!   

Viver

Olhar para trás e aprender com os erros, ou não...
Ser feliz com umas coisas e imensurávelmente infeliz com outras...
Cansar e achar que já não pode seguir, no entanto, apenas estar vivo e ser marionete de si mesmo, ou do destino, vai saber...
Em um ano tanta coisa muda, ou nada!
Em seis meses nada muda, ou tudo!

Morrer de amor e continuar vivo, como dizia Quintana.
Vivemos, e é isso