terça-feira, 29 de julho de 2014

Entre nós


Ficaremos por um ou dois dias engasgados, mas não morreremos;
Pois não houve veneno.
Ninguém poderá sentir ódio do que não foi atirado;
Não houve intenção de ofender,mesmo que tenha machucado.

Ficaremos por um ou dois dias introspectivos, mas nunca vingativos;
Pois não houve deslealdade.
Ninguém poderá sentir ódio da tentativa de redenção;
Não houve sabotagem, mesmo que pareça conspiração.

Ficaremos por um ou dois dias mal, ou de mal, antes de melhorar;
Mas nunca ficaremos vazios.
Nunca ouvi alguém que odeia sinceridade;
o melhor caminho sempre vai ser a verdade.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Vida, so easy

   Discussões recentes me fizeram pensar em definições de rótulos que empregamos. Afinal, o que são amigos?
Será que são meus amigos aqueles que dizem que são? Ou só eu sou amiga deles? Ou só me acho? Será que os conheço tão bem quanto eles a mim? Eles me conhecem? Ou será que é só o contrário? Será que é só o seu querer em ter um amigo? Será que é só o querer da outra pessoa? Ou será que não temos escolhas? Eu tenho amigos?
Se começo a me aprofundar sobre isso temo que não me restem mais amigos, ou consciência para ter crise de existência, mas se te interessa. eu tenho amigos!
   Por experiência própria sei que não se define pelo tempo, mas sei também que não dá pra considerar amigos todos aqueles com quem tu passasse bons momentos, é no minimo clichê dizer que o que define é a intensidade dos momentos e pra não ficar com a mesma questão de definição em aberto, prefiro acreditar que é uma junção de tudo aquilo que a pessoa em questão se tornou pra sua vida, a necessidade que você tem dela e ela de você.
   Dizem que a vida é fácil e nós complicamos, não é porque eu sou um ser humano complexo (e eu sou), mas discordo! Quando começamos a rotular tudo é só uma maneira de facilitar as coisas da vida, é uma das várias maneiras que encontramos de enquadrar aquilo àquela lacuna que faz sentido. No geral, só queremos fazer parte de algo que faça sentido para nós mesmos. Queremos nos encontrar! Acabamos por nos perder e talvez esse seja o sentido, caminhar sempre!
  Bem, sem as dificuldades da vida não teríamos a possibilidades de, por exemplo, entender sem definição o que é um amigo. A julgar que você já entendeu que amigo são o que nos aproxima da verdade do que somos. Eu acho mesmo que, mesmo sem uma receita adequada do que é ser e ter um amigo, nós sabemos direitinho o significado prático.
Tudo é necessário, e isso é a vida, mas simples ela não é!

Aos novos e velhos; que me conhecem bem e aos que não conhecem tanto; aos distantes e aos que vão se distanciar; Beijo aos amigos! 

Dois de Janeiro de Dois Mil e Doze


Alguém me contou ou li em algum lugar que essa coisa de amor não tem a ver com querer.
O amor tem a ver com paciência.

Eu nunca dou muita importância para as coisas que não posso usar imediatamente. Logo, essa lição passou ao vento.

Depois de tudo o que passei e pessoas que passaram, agora faz tanto sentido. Eu acho que entendo. Não é possível se relacionar sem estar pronto. E o que estar pronto significa? Penso que tem a ver com ser completo e não depender do outro para se completar. É como transbordar com a presença do outro. Mas quando sabemos que estamos pronto? Isso eu não sei, ainda não me sinto pronta e nem consigo ver esse momento! Apesar de sair por aí demonstrando minha vida bem resolvida, ainda me encolho em posição fetal e choro sobre os problemas que não sei como resolver. Penso em todos os sentimentos que não queria sentir e naqueles que não existem, mas deveriam. Imagino que toda essa nostalgia se deva às festas de fim de ano, na qual todos choram. Menos eu! Eu sou bem resolvida demais pra chorar com isso, até me pegar sozinha, me lembrando do que não foi, na morte da bezerra ou no leite derramado!

Mais dois dias pra dois anos e eu ainda estou contando.
Sério?! 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sensação

 O fim de um ciclo vai se aproximando e você não sabe se fez as escolhas corretas, apesar de tudo na vida ser aprendizado, não quer deixar que um abismo se interponha entre você e o objeto resultado de suas decisões. Aquele momento onde tudo que é tensão se converte em frio na barriga e já não sabemos onde todo aquele diálogo vai dar, se é que em algum momento soubemos onde daria.
 Por mais racional que possamos ou desejamos ser - só sou eu?- a confusão é tão grande introspectivamente que nem por meio de reza forte poderíamos nos expressar como nos sentimos de fato.
 Eu tive possibilidades inúmeras de fazer tudo diferente, mas não fiz. Fiz do jeitinho que me deu vontade, pra me arrepender no dia seguinte e agora estar morrendo de véspera... Tudo a ver com o natal, né?
 Parece simples quando aconselhamos as pessoas a falar, só chegamos e dizemos "vai lá, fala tudo!". Bem, na prática a história não é tão simples.
 Particularmente me coloco no lugar das pessoas, ou tento manter essa prática - Às vezes sem sucesso, mas estamos aqui pra buscar a perfeição, não é mesmo? - , mas quando a confusão se instala em mim, eu percebo que as amigas que me aconselham a falar tudo não estão empenhadas na minha causa.
Acontece que eu tento falar tudo, mas que tipo de merda eu to falando que o objeto não me entende? Quão mais clara eu preciso ser? Desenho?
 A questão é: A vida sempre da um jeito de desviar o que achamos que era prioridade. E eu não tenho lição pra compartilhar sobre isso. Eu escuto as pessoas falando sobre a vida tirar coisas do seu caminho pra poder te dar presentes melhores no futuro, mas fala sério! Isso não é uma ciência exata, pode muito bem a vida tirar, por exemplo, pessoas e me fazer chorar no futuro por ter feito a coisa errada, isso acontece também, sabia? E antes que me julguem negativa demais pra um final de ano  - onde em teoria você tem que desejar boas vindas e abrir o sorriso - eu estou sendo apenas realista. Gosto das coisas bem claras, por isso sou tão explicita com meus sentimentos - quando eu digo que falo tudo, eu falo, mas vai ver meu sarcasmo eterno não permite o entendimento das pessoas- gosto de saber onde estou pisando e costumo gritar quando pisam em mim. Eis que a situação de frio na barriga é, no minimo, inusitada pra mim. Não gosto de me sentir assim, tão...apaixonada! Gosto das coisas seguras e todas sob controle, sob o meu controle!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Superficial

Não cabe em mim ser assim,
desse jeito sem nada,
 com um pouco de um superestimado amor,
sem tudo isso de companheirismo, amizade e cumplicidade.
Não cabe em mim a ausência de um muito de carinho,
 afetos desinteressados, nadar pelado e sorrir no domingo.
Não cabe em mim ser assim... como você!